1 de setembro de 2014

Primo irmão

Dizer que o McLaren MP 4/4 foi o carro mais dominante na história da F-1, é chover no molhado. Até porque, o seu recorde de 15 vitórias em 16 corridas, estabelecido na temporada 1988, perdura até os dias atuais.

No entanto, a inspiração para o projeto vencedor nasceu dois anos antes, na equipe Brabham. O modelo batizado BT55 impressionava pela aparência, mas infelizmente não correspondia nas pistas. Em 16 corridas somou apenas dois míseros pontos...


Segundo Murray, o grande problema na Brabham era o motor BMW. Fraco e com baixíssima confiabilidade. Para não comprometer o projeto, o propulsor alemão precisou ser instalado numa inclinação de 18º em relação a horizontal, fato que esse que acabou resultando em problemas na lubrificação, superaquecimento e a consequente perda de potência e confiabilidade.

O ponto em comum entre ambos os modelos era o perfil de linha baixa. O conceito dessas duas máquinas buscava deixar a carroceria o mais baixo possível. Uma ideia simples, que visava permitir que o ar fluísse sobre o carro da maneira livre até a asa traseira, maximizando assim a pressão aerodinâmica em relação ao arrasto.

O responsável por esse "parentesco" entre os carros de equipes distintas foi Gordon Murray. O designer sul africano saiu da Brabham e migrou para a McLaren ao final da temporada de 1986, levando a reboque uma ideia que a principio não havia funcionado muito bem.

Porém, na equipe de Woking, Gordon Murray encontrou o projetista Steve Nichols. Um parceiro que encampou o conceito, e com o auxilio da Honda que produziu um motor compacto, nasceu a máquina mais espetacular de todos os tempos.

O destino caprichosamente colocou o foguete da McLaren nas mãos de duas das maiores lendas das pistas - Ayrton Senna e Alain Prost. Não poderia ter sido melhor.

31 de agosto de 2014

Onze em doze


Após amargar uma etapa longe do pódio, Marc Márquez, retornou ao seu habitué neste domingo em Silverstone.

O fenômeno espanhol voltou a demonstrar superioridade ao garantir a vitória a três voltas do fim, superando o também espanhol, Jorge Lorenzo. Ainda que ambos sejam muito talentosos sobre duas rodas, Márquez é o tipo de piloto que sempre consegue extrair um algo mais do equipamento nos momentos cruciais.

Formiga Atômica conquistou simplesmente a décima primeira vitória, em doze etapas.

Valentino Rossi sofreu para garantir o pódio. Após passar a corrida inteira disputando posição com Dani Pedrosa e Andrea Dovizioso, Il Dotore precisou usar todo seu talento para segurar o ímpeto do espanhol da Honda, nas voltas finais. Não foi fácil, mas Rossi conseguiu manter a posição e subir novamente ao pódio.

No Mundial, Marquez atinge 288 pontos contra 199 de Dani Pedrosa, o vice-lider. Valentino Rossi aparece na terceira posição, com 157 pontos. A consolidação do bicampeonato do jovem espanhol é apenas uma questão de tempo...

A categoria volta a se reunir em duas semanas, para o GP de San Marino.

29 de agosto de 2014

Faster


Na atual temporada, em virtude das profundas mudanças implementadas no regulamento, a velocidade máxima na F-1 aumentou consideravelmente. Evidentemente, os recordes de velocidade máxima foram derrubados em todos os circuitos até agora. O maior acréscimo em relação ao ano anterior, aconteceu em Montreal - 25,5 km/h.

Dois fatores foram determinantes - maior potência e menor arrasto aerodinâmico. Logo, os carros são mais velozes em reta. Esse aumento na velocidade máxima estimula os fãs a imaginar que um novo recorde de velocidade no circuito de Monza, possa ser estabelecido.

O recorde de maior velocidade anotado em 2005, pertence a Kimi Raikkonen com 370,1 km/h com a McLaren. Na época, a categoria utilizava motores V10. Ano passado, Esteban Gutierrez alcançou a máxima de 341,1 km/h a bordo da Sauber.

Para esse ano, simulações indicam velocidades próxima a 360 km/h. Ou seja, ainda não será dessa vez que o recorde em Monza será derrubado.


28 de agosto de 2014

Rapidinhas

MARÉ
Após uma exaustiva análise, a equipe Red Bull constatou que o carro guiado por Sebastian Vettel no último final de semana no GP da Bélgica, enfrentou graves problemas no câmbio e motor.

Segundo informações obtidas pela publicação alemã "Auto Motor und Sport", o piloto não conseguia engatar a sexta marcha durante a corrida.

Acredita-se que o problema foi gerado a partir de uma pane elétrica.
A maré de problemas enfrentados por Vettel ao longo dessa temporada parece não ter fim.

Enquanto isso, seu parceiro de equipe Daniel Ricciardo segue arrebentando...


ALONSO E KIMI 2015
Um passarinho me contou que a Ferrari deverá permanecer com a atual dupla de pilotos para a próxima temporada. O anúncio deverá ser oficializado em breve. Ou seja, essa história de Alonso na McLaren não vai rolar. Por outro lado, cresce a possibilidade de Lewis Hamilton retornar ao time de Grove  Woking

APOSENTADORIA
Jenson Button admitiu na última semana a possibilidade de encerrar a carreira na F-1. Sem boas opções para continuar na categoria em 2015, o veterano piloto inglês deverá pendurar o capacete ao final da atual temporada.

TUDO BEM, NO ANO QUE VEM
Alain Prost acredita que a Renault estará a altura da Mercedes na próxima temporada. Segundo o tetracampeão, os problemas enfrentados, e os erros cometidos pela fabricante francesa ao longo da atual temporada, possibilitaram uma evolução em diversas áreas, principalmente no que se refere a refrigeração da atual unidade de força, também conhecido como motor V6 turbo.

26 de agosto de 2014

Nas Ondas do Rádio

Uma banda indiana fazendo cover do Metallica - Nothing Else Matters. Isso mesmo, a galera da Thaikkudam Bridge apavorou numa apresentação para a  KappaTV. Clica ai e confere, vale a pena.




Charge do Mantovani - GP da Bélgica

A situação na Mercedes está piorando a cada corrida, a guerra está declarada. Enquanto isso, Daniel Sorrisão segue aproveitando cada oportunidade que aparece...

O glorioso Bruno Mantovani, como sempre mandando muito bem nas charges.

25 de agosto de 2014

Pitacos pós corrida


- Enquanto o ambiente na Mercedes pegava fogo na Bélgica, Daniel Ricciardo aproveitava a oportunidade e faturava mais uma vitória, a terceira na atual temporada, a  50ª na história da Red Bull na F-1.

- E dessa vez, Daniel Sorrisão conquistou uma vitória no místico circuito de Spa Francorchamps e o que é melhor, com um equipamento claramente inferior a Mercedes. Um triunfo totalmente inesperado é verdade, mas graças ao enrosco entre Rosberg e Hamilton, logo na segunda volta, a oportunidade apareceu e Riccardo não desperdiçou.

- O jovem australiano segue provando que sua capacidade de guiar é inversamente proporcional aquela demostrada pelo seu compatriota Mark Webber. É preciso reconhecer, esse moleque é talentoso e segue ofuscando seu parceiro de equipe, Sebastian Vettel.

- Pelas bandas da Mercedes o caldo entornou de vez. Se o ambiente já não era bom, agora piorou. Lewis Hamilton não se conforma com o toque do companheiro na segunda volta, que acabou com sua corrida. Hamilton estava tão fulo da vida que chegou a dizer que Rosberg teria admitido após uma reunião entre os pilotos e a cúpula da equipe que fez tudo de forma intencional.

- As opiniões sobre o ocorrido se dividem. Ainda que a confusão pudesse ser evitada por Rosberg, a grande maioria (na qual me incluo) observou como um acidente de corrida. Por outro lado, existem aqueles que acreditam que Nico Rosberg foi culpado e portanto deveria ter sido punido pela direção de prova.

- A torcida que lotou as arquibancadas do circuito belga deu seu veredicto e vaiou a chegada de Nico Rosberg ao pódio.

- Com o segundo lugar, Rosberg alcançou 220 pontos, ampliando sua vantagem para Hamilton de 11 para 29 pontos - 220 X 191. Riccardo é o terceiro com 156 pontos.

- Bottas que chegou ao pódio pelo quarta vez na temporada, soma agora 110 pontos contra apenas 40 de Felipe Massa. O piloto finlandes está dando uma "surra de relho" no brasileiro.

- A categoria retorna a labuta daqui a duas semanas, no rapidíssimo circuito de Monza. Até lá, essa história vai render na Mercedes.

21 de agosto de 2014

GP da Bélgica (1)


Ainda que seja lugar comum dizer que a pista de Spa Francorchamps é uma das mais belas e melhores pistas da F-1, não há como deixar de reforçar isso ano após ano.  A meu ver, é de longe  melhor circuito da categoria.

Não por acaso onze em cada dez pilotos apontam o circuito belga como o mais espetacular do atual calendário...

Uma pista desafiadora para pilotos e engenheiros. Spa mistura curvas de alta e baixa, subidas e descidas e, ainda por cima com uma boa parte localizada no meio da floresta, onde o tempo muda rapidamente, dificultando ainda mais a vida dos pilotos. Ou seja, encontrar o acerto ideal para esse circuito é um verdadeiro quebra-cabeça.

O GP da Bélgica marca o retorno da categoria a labuta, após o recesso de verão. Ainda que as equipes tenham trabalhado nesse período na evolução de suas máquinas, não acredito em grandes mudanças entre os ponteiros. Não há duvidas que a Mercedes continuará dando as cartas.

No entanto, arriscaria dizer que nesta prova e, na próxima (Monza) pelas características das pistas, a Williams tem boas chances de incomodar a Mercedes. Com um pouco de sorte, quem sabe até beliscar uma vitória. Quem sabe...

Abaixo a programação.


INFO - Horário GP da Bélgica



1991 - Bélgica





O ano de 1991 foi marcante na F1, e algumas peculiaridades aconteceram justamente na pista que receberá a próxima etapa do mundial, no circuito de Spa Francorchamps.

No GP da Bélgica daquele ano, Ayrton Senna, conquistou sua quinta vitória em terras belgas, a quarta seguida, desde sua estréia na McLaren em 1988. Foi também o último triunfo de Senna nesta pista.

O pódio foi completado por Gerhard Berger em segundo e Nélson Piquet, em terceiro.

Um pódio que ficou marcado na memória de muitos brasileiros. Afinal de contas, foi a última vez que dois brazucas campeões mundiais lá estiveram ao mesmo tempo. (Penso que outro pódio como esse, só na próxima encarnação)

Mas o que chamou a atenção, foi a estréia de um alemãozinho queixudo na equipe Jordan, substituindo o piloto Bertrand Gachot, preso na Inglaterra após uma briga de trânsito.

Por 300 dinheiros (U$ 300 mil), a Mercedes comprou o assento e colocou para correr seu protegido, um tal  Michael Schumacher, então piloto do time de Sports Protótipos. 

Em seu primeiro contato com um F-1, o novato alemão deixou o paddock de boca aberta com seu desempenho nos treinos livres.

Na classificação colocou sua Jordan na sétima posição, três posições a frente do experiente companheiro de equipe, Andrea de Cesaris. No entanto, não teve a mesma sorte na corrida. Com problemas na embreagem, Schumacher não completou sequer a primeira volta da corrida. 


A atuação do novato alemão naquele final de semana, chamou a atenção da categoria. Tanto que assinou contrato com a equipe Benetton e passou a ser companheiro de Nelson Piquet na corrida seguinte. 


O resto da história todos conhecem...

Michael Schumacher tornou-se o maior vencedor de todos os tempos. Conquistou sete titulos Mundials, 91 vitórias e 68 poles. Números que dificilmente serão superados.

Ah sim, Schumacher é o maior vencedor em Spa Francorchamps, com seis vitórias.



20 de agosto de 2014

Retro - 1987

(GP da Espanha 1987) Pela ordem, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Gehard Berger, um pouco mais atrás. Williams, Lotus e Ferrari. Gosto dessas imagens...

Elas me fazem voltar no tempo, lembrando de uma época de máquinas mais coloridas, sem tanta dependência da eletrônica e da aerodinâmica, uma categoria mais equilibrada...

É obvio que o domínio de uma determinada equipe sempre existiu. Naquele tempo, quem dava as cartas era a Williams...

No entanto, o "braço" fazia uma enorme diferença, tanto que Piquet venceu o campeonato naquele ano.

Naquele período, haviam dois pilotos brasileiros em condições de vencer corridas e campeonatos - Piquet e Senna. Fico a me perguntar, se um dia veremos isso se repetir...

Sinceramente, não acredito.